TENSÃO ELÉTRICA PRODUZIDA POR
CAMPO MAGNÉTICO E BOBINA
Já vimos que, se fizermos uma corrente elétrica passar através uma bobina, esta manterá um forte campo magnético, o qual terá as mesmas características de um imã. Reciprocamente, poderemos criar uma tensão elétrica num bobina se movimentarmos um imã nas suas proximidades.
O modo pelo qual isso acontece está ilustrado à Fig. 10: movendo-se o imã dentro da bobina de fio no sentido indicado pela seta (10-A), a corrente elétrica fluirá na direção indicada pelo instrumento; ao mudarmos a direção do movimento do imã. Também mudará a direção da corrente elétrica (10-B).
Graças à rápida movimentação do imã em vai-e-vem, fluirá uma corrente alternada que será proporcional à intensidade do campo magnético, ao número de espiras na bobina e à velocidade com que se der o movimento de vai-e-vem.
Quando um condutor se movimenta dentro de um campo magnético, os elétrons se movimentarão, disso resultando uma corrente elétrica. Também o movimento de um campo magnético ante um condutor dará origem a uma corrente elétrica.

Figura 10 — Um campo magnético em Movimento dá origem a corrente elétrica.
TRANSFORMADOR DE INDUÇÃO MÚTUA
Do exposto conclui-se que, se fizermos com que uma corrente variável percorra uma bobina e trouxermos esta às proximidades de uma segunda bobina, de modo a que o campo magnético da primeira atue sobre a segunda, ser-nos-á possível desenvolver tensão elétrica na segunda bobina.
É este o principio do transformador. O enrolamento ao qual a corrente é aplicada é sempre o primário. O enrolamento no qual se desenvolve a tensão elétrica por meio da indução magnética, ou que entrega energia, é chamado enrolamento secundário.

Fig. 11 — A energia se transfere de um a outro enrolamento através o campo magnético