ABC do Rádio – Parte II

Não é possível obter-se maior energia do secundário de um transformador do que a quantidade tomada à linha por seu enrolamento primário. Se isto fosse possível, seriam violadas todas as leis de conservação de energia.  A transformação de uma tensão dada em outro valor maior ou menor, acarretará fatalmente uma transformação inversa na corrente disponível. O produto da corrente pela tensão será sempre igual, quer se tenha elevada tensão e baixa intensidade, quer se tenha baixa tensão e elevada intensidade — e a diferença entre um e outro casos reside na impedância do circuito.

Por conseguinte, o transformador pode ser encarado como um dispositivo apropriado à associação de circuitos de impedâncias diferentes. A esta associação chama-se “casamento de impedâncias”.

RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO

Em rádio receptores são três as finalidades com que se usam transformadores: 1) transformação de tensão; 2) transformação de corrente, e 3) casamento de impedâncias. Em qualquer dos casos, é a relação de espiras o fator decisivo sobre a elevação ou redução da tensão, corrente ou impedância.

A tensão induzida é proporcional à relação de espiras entre o primário e o secundário. Graças ao uso de relação de espiras adequada, tensões maiores ou menores que a do primário se conseguirão nos extremos do secundário. A relação entre as impedâncias do primário e secundário é igual ao quadrado da relação de espiras.

Tal relação é muito usada em circuitos de rádio.

O AUTOTRANSFORMADOR

Autotransformador é um transformador no qual o enrolamento secundário é ligado ao primário. Este tipo de transformador poderá ser ou elevador de tensão como ilustrado à Fig. 12-A — e neste caso o enrolamento primário é parte do enrolamento secundário — ou redutor de tensão, e neste caso o enrolamento secundário é parte do primário. As relações de correntes, tensões e impedâncias são as mesmas que as já estudadas para os transformadores comuns, sendo determinadas pela relação de espiras.

Usam-se às vezes autotransformadores com núcleos de ar nos circuitos de entrada ou antena de rádio receptores.

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