Inicialmente, havia os bastões de carbono, os resistores de fio e algumas composições resistivas moldadas. Os resistores de composição de carbono continham partículas de carbono dispersas em um material isolante. Consolidaram-se a partir de 1920, porque apresentavam vantagens como baixo custo, comportamento não indutivo (indutância parasita muito baixa, sendo mais adequados para RF) e eram de fabricação simples.

Figura 8. Nos resistores de carvão tipo “dog bone” (osso de cachorro) a leitura de valores é procedida observando-se as cores da sequência “corpo-cabeça-pinta”. A cor do corpo é o primeiro dígito. A cor da “cabeça” ou ponta é o segundo dígito. A cor do ponto central determina o multiplicador. A dissipação, como se pode ver na ilustração, era correspondente ao tamanho do corpo do resistor. Mais informações sobre os resistores estão nesta mesma edição de ANTENNA, em mais um capítulo da obra “ABC do Rádio”, da antiga GE.
A mistura da composição continha pó de carbono (material condutor), cargas minerais, resinas fenólicas ou cerâmicas, aglutinantes, além de, eventualmente, grafite e outros aditivos. A resistência elétrica era determinada principalmente pela proporção carbono/agente aglutinante. Com mais carbono, menor era a resistência ôhmica. Com menos carbono, maior era a resistência. Os materiais eram moídos e homogeneizados até formarem uma massa resistiva. Depois a massa era prensada em moldes cilíndricos ao redor dos terminais metálicos axiais (lides).
A principal desvantagem dos resistores de composição era o ruído elétrico. A condução ocorria através de contatos microscópicos entre as partículas de carbono, produzindo ruído (“frying noise”, ruído de fritura) e instabilidade. Com o envelhecimento da resina aglutinante, o componente podia absorver umidade, degradar quimicamente e oxidar internamente, aumentando a resistência.