Calculando a potência entregue pelo amplificador
Se você está utilizando um osciloscópio digital esta tarefa é bem fácil porque ele já lhe informa o valor RMS da tensão na carga; basta elevar este valor ao quadrado e dividir pelo valor da resistência de carga e você terá a potência fornecida pelo amplificador, erradamente designada por potência RMS.
Com osciloscópio analógico vai dar um pouquinho mais de trabalho.
Você terá que dividir por dois o valor pico a pico que aparece na tela e depois multiplicar por 0,707 para obter valor RMS da tensão.
Obtido o valor RMS, o procedimento é o mesmo descrito para o osciloscópio digital. Eleva-se a tensão RMS ao quadrado e divide-se pelo valor da resistência de carga para obter-se a potência em watts.
Suponhamos que o osciloscópio está calibrado por 10 V/DIV.
Então, na fig. 7 teremos 40 V pico a pico. Logo, o valor de pico é 20 V que nos 20 x 0,707 = 14,14 V RMS.
Se esta tensão estiver sendo aplicada uma carga de 8 Ohms, a potência será (14,14)2/8 = 24,99 W.

Figura 7 – Onda senoidal na tela de um osciloscópio analógico
Terminou?
A bem da verdade, ainda seria necessário verificar a curva de resposta e se não há distorção por intermodulação.
A função FFT do osciloscópio digital pode ajudar a ver se há presença de harmônicos com nível muito alto, o que irá acarretar um desconforto na audição para ouvidos mais sofisticados e aí a reparação entra em outro nível, que não será objeto desta série de artigos.
Por enquanto, vou ficando por aqui e aguardo as dúvidas e sugestões dos leitores.