Em outras palavras, mesmo que o transistor não esteja amplificando nenhum sinal, teremos uma corrente circulando entre coletor e emissor.
Se esta corrente for nula o transistor estará cortado, mas ser for muito alta o transistor estará saturado.
Estas são situações desejadas apenas quando o transistor for utilizado para operar como uma chave, o que não é o caso em um amplificador.
A questão é saber estabelecer uma corrente de repouso, ou corrente de bias, que não faça o transistor aquecer demais, o que levaria a alteração dos seus parâmetros.
Até aqui, tudo bem, mas qual a importância do ajuste desta corrente no caso de um amplificador push-pull classe AB?
No popular, o que “vai dar ruim” se a corrente de bias dos dois transistores que compõem o push-pull estiver desajustada?
Numa configuração push pull cada transistor amplifica um semiciclo da onda e enquanto um “trabalha” (conduzindo) outro “dorme” (cortado), depois a situação se inverte. Mas, é importante que a “troca de turno” entre os dois transistores ocorra de forma bem precisa, para que não haja falha na “emenda” dos dois semiciclos, o que provocaria uma distorção no sinal chamada cross-over, comovemos na fig. 2.

Fig. 2 – Distorção por cross-over
Além da distorção por cross-over, a corrente de bias acima do previsto no projeto irá acarretar aquecimento dos transistores de saída, o que implicará sua destruição, na melhor das hipóteses, a médio prazo.
Medindo e ajustando a corrente de bias
Agora, que você já “lembrou” o que é corrente de repouso ou corrente de bias, podemos ver como iremos medi-la e ajustá-la, se for necessário, no caso dos amplificadores de potência que estamos estudando.