Algumas dicas para reparar amplificadores/receivers analógicos – Parte IV

Se  tudo correu bem até aqui, com a lâmpada série se mantendo praticamente apagada, não “queimou” meu dedo ao colocá-lo nos transistores de saída/dissipador e o “teste de som” passou pelos meus ouvidos então, já posso entregar o aparelho ao cliente e receber o din-din do serviço?

A resposta é um sonoro (sem trocadilho) NÃO!

Três testes básicos são fundamentais para garantir a qualidade do reparo.

São eles:

  1. Verificar ajustes de offset DC ou DC balance e de bias ou corrente de repouso ou quiescente, se o aparelho tiver estes ajustes.
  2. Verificar se não há distorção no sinal de saída com auxílio do osciloscópio e gerador de áudio.
  3. Verificar se a potência que o amplificador está entregando à carga  é compatível com as suas especificações.

O “som” no alto-falante que você NÃO ouve (mas sente o cheiro)  e o ajuste de offset DC ou DC balance

Desde o início desta série de artigos sobre reparo de amplificadores venho insistindo que, quando o projeto usa fonte simétrica e, neste caso, não temos capacitor de acoplamento para a saída, não deve, ou melhor, não pode ter tensão DC no ponto onde vai ligado o alto falante ou a “caixa de som” como dizem por aí (antigamente eram sonofletores).

E é aqui que entra o ajuste de offset DC como veremos a seguir.

Porém, antes de falar deste ajuste vale reforçar uma das recomendações citadas na parte I que vou repetir aqui.

ANTES DE LIGAR O ALTO FALANTE/CAIXA DE SOM,

COLOQUE O VOLUME NO MÍNIMO E VERIFIQUE QUE NÃO HÁ TENSÃO

NOS BORNES DE SAÍDA DE CADA CANAL.

*Professor de Matemática e Técnico em Eletrônica

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