Funcionamento do Amplificador em Simetria Complementar
Sem sinal aplicado à entrada, a tensão presente na interligação dos dois emissores é igual a zero, uma vez que os dois transistores estão no corte. Quando aplicamos o semiciclo positivo nas bases dos dois transistores, através do capacitor de acoplamento, a tensão vai aumentando e as bases dos transistores vão ficando cada vez mais positivas. Em dado momento, a base do transistor NPN fica 0,7 V maior do que o emissor, colocando-o em condução e fazendo fluir uma corrente através do alto-falante, vinda do terra em direção ao polo positivo da fonte +Vcc. Isso faz o cone do alto-falante se deslocar em um sentido, pressionando o ar e produzindo som. Enquanto isso, o mesmo semiciclo positivo polariza inversamente a base de T2, fazendo-o entrar mais ainda no corte, não havendo circulação de corrente da fonte de –Vcc através de T2. Observe a figura 12-A.

FIGURA 12-A – Funcionamento do circuito em simetria complementar para o semiciclo positivo do sinal de entrada.
Para o semiciclo negativo teremos a situação inversa ao anterior. Quando o semiciclo negativo for aplicado às bases dos dois transistores, teremos o transistor NPN caminhado cada vez mais para o corte enquanto que o transistor PNP caminha para a condução. Quando a tensão na base do transistor PNP (T2) atingir 0,7 V, o mesmo entrará em condução, fazendo fluir uma corrente da fonte de –Vcc através do alto-falante para o terra. Isso produz um deslocamento inverso do cone no alto falante, produzindo som também. Observe a figura 12-B.

FIGURA 12-B – Funcionamento do circuito em simetria complementar para o semiciclo negativo do sinal de entrada.