Com isso, cria-se um novo tipo de classe de operação denominada de CLASSE AB, onde os transistores ficam polarizados ligeiramente no limiar de condução e, quando o sinal é aplicado à base do transistor, ele já entra em condução, não precisando “gastar” parte do sinal para criar os 0,7 V de polarização de base e emissor. Muitos estágios de saídas de amplificadores de áudio e receivers operam nesta classe de amplificação. A curva de operação do transistor na classe AB é mostrada na figura 10.

O AMPLIFICADOR EM SIMETRIA COMPLEMENTAR
O circuito do amplificador em simetria complementar não utiliza transformador defasador de entrada, o que é uma vantagem em relação ao circuito push-pull, uma vez que estes transformadores são caros e volumosos. .
Ao contrário do push-pull, que pode ser implementado com dois transistores NPN ou dois transistores PNP, o circuito em simetria complementar utiliza dois transistores complementares, ou seja, um transistor NPN e um transistor PNP. Cada transistor amplifica um semiciclo do sinal de entrada. O transistor NPN amplificará o semiciclo positivo, enquanto que o transistor PNP amplificará o semiciclo negativo.
Devido à baixa impedância deste circuito, não há necessidade de transformador casador de impedância de saída, podendo o mesmo ser acoplado diretamente à carga (alto-falante) ou de forma direta ou através de um capacitor eletrolítico de alto valor (quando o circuito for alimentado com fonte única).
Observe o circuito básico do amplificador em simetria complementar, mostrado na figura 11.
Veja que os transistores estão sendo alimentados por duas fontes, simétricas (+Vcc e –Vcc). Os mesmos estão interligados pelos emissores. A carga (alto-falante) está ligada entre os emissores e o terra.

FIGURA 11 – Circuito básico do amplificador em simetria complementar.