Isso ocorre devido a reatância capacitiva (XC) do capacitor. Essa reatância representa uma oposição à circulação de sinais alternados pelo capacitor, que é menor à medida que a frequência do sinal aumenta. A reatância capacitiva é dada por: XC = 1/(2 * π * f * C) . Quanto maior for a frequência, menor será a reatância capacitiva e, por consequência, menor a atenuação do sinal de um estágio para outro.
Observe a figura 02 onde temos ilustrado este tipo de acoplamento.
A vantagem do acoplamento capacitivo é que, se tivermos um defeito de polarização no transistor do estágio anterior, as variações de tensão não se propagarão para o estágio seguinte, isolando assim, o defeito no estágio defeituoso. E vice versa.

FIGURA 02 – Acoplamento capacitivo (exemplo de circuito)
ACOPLAMENTO INDUTIVO (POR TRANSFORMADOR ACOPLADOR): Este tipo de acoplamento entre estágios também permite a isolação DC entre estágios, uma vez que um transformador não induz tensão DC, somente sinais variáveis.
Por se tratar de um acoplamento indutivo existe a presença de uma oposição à circulação de sinais alternados nas bobinas do transformador, ou seja, existe uma indutância. E um indutor apresenta uma reatância indutiva que é diretamente proporcional à frequência do sinal que circula pelo mesmo. A reatância indutiva é dada por: XL = 2 * π * f * L . Quanto maior for a frequência do sinal, maior será a reatância e, consequentemente, maior a atenuação. Portanto, este tipo de acoplamento tem resposta melhor para as baixas frequências (graves) e uma pior resposta para as altas frequências.
O acoplamento indutivo caiu em desuso nos amplificadores de áudio atuais, principalmente pelo peso e pelo custo representado pelos transformadores.