Dicas e Diagramas – XVIII

Os capacitores do aparelho operavam em tensões relativamente baixas, no circuito, mas tiveram que ser substituídos por novos, com isolação maior que os originais Philips. No início da era da televisão no Brasil, as fugas nos capacitores também deram enormes dores de cabeça em reparadores e em diversos fabricantes de aparelhos.

Os testadores de capacitores ou “condenser checkers”. Foram muito usados nas oficinas de reparações de antigamente. Atualmente, estão voltando à moda, principalmente entre os montadores e reparadores de equipamentos valvulados.

Um dos condenser checkers mais famosos é o Heathkit C3. O nosso colega Sílvio Pinheiro, já conhecido dos leitores de Antenna, recuperou um equipamento desses e produziu um interessante e detalhado vídeo mostrando, no canal Vintage Lab,  como o provador funciona e como pode ser empregado. Confira neste link: https://www.youtube.com/watch?v=pzQ89mPRFYc .


Um outro leitor de Antenna e colega nosso, Gilton Filho, realizou um magnífico trabalho semelhante, de recuperação de um Solar Capacitor Analyzer modelo CB-1-60 (Figura 5). Os detalhes sobre a recuperação podem ser encontrados no perfil do colega Gilton, juntamente com explicações sobre como funcionam esses úteis testadores de capacitores, especialmente para diagnosticar correntes de fugas. Lá podem ser encontradas também dicas sobre um circuito experimental para “rejuvenescimento” de capacitores que ele testou: https://www.facebook.com/groups/www.manorc.com.br/permalink/1390029221200431/ .

Figura 5. O “Solar Capacitor Analyzer CB-1-60”, de 1945, é um analisador de capacitores e ponte de resistência, com escalas calibradas, em cinco alcances e boa precisão. Nos capacitores mede correntes de fuga, capacitâncias, capacitor aberto ou intermitente, curtos, afere a tolerância e indica o fator de potência do capacitor em teste. É uma bela peça da técnica eletrônica de antigamente, capaz de oferecer excelentes serviços, ainda hoje, na oficina do reparador de equipamentos antigos ─ (Fotografia: Gilton Filho).

2 comentários sobre “Dicas e Diagramas – XVIII”

  1. Carlos Henrique17 de dezembro de 2023 às 11:35 AMResponder

    Condensador e a forma ” aportuguesada ” mas me lembros de textos em ingles onde se citava ” condender ” em vez de capacitor, que e a forma corrente.

    1. Dante Vanderlei Efrom17 de dezembro de 2023 às 2:32 PMResponder

      Grato, colega Carlos Henrique. Antigamente eram utilizados os termos “condensador”, “resistência”, “indutância” para designar os componentes. A veterana revista Antenna muito auxiliou a revisar e a padronizar a terminologia técnica de eletrônica no Brasil. Assim, condensador virou capacitor, resistência ficou resistor, “bias” virou polarização e assim por diante. O termo “resistência” foi reservado para a propriedade de um material que tende a impedir a passagem de corrente, por exemplo. Já o termo “indutância” foi reservado para a medida da indução eletromagnética, enquanto o componente virou “indutor” etc. Nos últimos tempos, pós-reforma ortográfica, passaram a ocorrer algumas confusões na nomenclatura técnica. Alguns termos técnicos, já consagrados, começaram a ser utilizados novamente como eram nos tempos arcaicos. Catodo, paroxítona, virou novamente cátodo, proparoxítona. Anodo virou “ânodo”, super-heterodino (paroxítona) passou a ser grafada super-heteródino, proparoxítona, como nos clássicos dos primeiros tempos de eletrônica. Penso que é hora de uma nova revisão da terminologia técnica de eletrônica.

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