Quando a impedância de entrada do próximo estágio for muito maior que o valor de R2 (10 vezes ou mais por exemplo), podemos ignorar sua influência sem um erro significativo. Outra limitação de valores pode ser a geração de ruído térmico, que pede valores menores para ser reduzida. Isso mostra que durante o projeto ou da síntese de um circuito, várias soluções serão possíveis e a decisão sobre qual escolher será o trabalho do projetista.
Por exemplo, vamos projetar um atenuador que será colocado entre uma fonte de sinal de áudio e a entrada de um amplificador com as seguintes características:
- Fonte de sinal:
- Impedância interna de 50 Ω;
- Capaz de fornecer uma tensão de pico de 5,6 V a uma carga mínima de 600 Ω.
- Amplificador:
- Impedância de entrada Zin de 10kΩ;
- Tensão máxima de entrada de 1,4V de pico.
Passos do projeto:
- A impedância vista pela fonte de sinal deve ser maior que os 600Ω que é a mínima suportada pela fonte de sinal. Portanto a impedância oferecida pelo atenuador ligado à entrada do amplificador tem que ser bem maior (5 a 10 vezes) que esse valor;
- A atenuação necessária será de:

3. Escolhendo aquela configuração da fig. 10 para fazer a atenuação (não é a única opção), também chamada de atenuador em L (L PAD), podemos determinar a relação entre R1 e R2 pela eq. 28, se R2<< Zin, R2 ≤ Zin/10:

4. Da eq. 21 vemos que a impedância de entrada do atenuador será aproximadamente igual a R1+R2, ou k.R2;