Atribuímos à fase um sinal que depende do atraso ou avanço do sinal observado em relação ao sinal de referência (sempre em regime permanente).
Como a tensão de saída aparece depois da tensão de entrada, usamos um sinal negativo.

Afinal, quando a onda de tensão de entrada passou por 3/8 de ciclo ou 135°, a onda de tensão sobre o capacitor passou por 1/4 de ciclo ou 90°, então, tomando a tensão de entrada como referência, a diferença entre a fase da tensão de saída e a da tensão de entrada fica assim:

Então, a resposta a uma onda senoidal, no regime permanente, num circuito linear e passivo (também deveríamos acrescentar invariante com o tempo), mas com elementos que armazenam energia como capacitores e indutores, será uma onda com a mesma forma e frequência, mas diferente amplitude e fase.
Em corrente alternada, a relação entre tensão e corrente num elemento com dois terminais passa a ser chamada de impedância.
Diferente do caso de um resistor ideal, que oferece apenas resistência, um valor constante e independente da frequência, a impedância, no seu caso geral, tem um valor ou módulo e um ângulo de fase entre tensão e corrente, que variam com a frequência do sinal aplicado.
Isso vai permitir que seja possível montar circuitos com amplitude de saída que dependa da frequência, como, por exemplo, um atenuador que possa ser usado na função de filtro ou equalização.
Mas como calcular a atenuação ou resposta de um circuito quando um ou mais elementos são impedâncias?
Associações de impedâncias são mais difíceis de lidar do que resistências. Impedância ou Admitância, seu inverso, muitas vezes chamadas na forma geral de Imitâncias [8][9], introduzem diferença de fase entre tensão e corrente.
Lidar com uma grandeza que tem módulo e ângulo lembra os vetores em coordenadas polares… ou os números complexos… isso já dá uma pista que a dificuldade vai ser matemática…
Mas a mesma matemática que pode ser tão intimidadora, às vezes, também tem as ferramentas para facilitar nossa análise.