A posição de Q5, responsável pelo controle da polarização do estágio de saída, não ficou satisfatória, dada a inércia térmica do grande dissipador utilizado, dificultando o ajuste. Assim, fizemos algumas alterações para melhor adequar a montagem, que podem ser vistas abaixo.
Colocamos os MJE15032 no dissipador principal e Q5 diretamente sobre um dos transistores de saída. Quem quiser pode colocá-lo sobre o transistor mais próximo de seu local original, diminuindo a fiação de conexão.
A propósito, o leiaute da placa impressa adotado permite que os transistores de potência sejam colocados por baixo dela, e com terminais bem curtos, o que é bom. Em nosso caso, colocamos os componentes por cima, praticamente sem cortar os terminais, pois, como se trata de um protótipo, posso utilizá-los em outra montagem.
A propósito também, os resistores de emissor foram reduzidos de 0,68Ω para 0,56Ω, pois era o que tínhamos disponível. Qualquer dos dois é adequado para o circuito, sendo que o último resultará em uma melhor linearidade na transição entre os semiciclos do sinal à saída.
Uma breve descrição do circuito
Este amplificador é diferente dos demais relacionados nas notas de aplicação da RCA. A principal diferença é a utilização de um amplificador operacional em seu estágio de entrada. Trata-se do CA3100, um operacional com a tecnologia BiMOS da RCA, que combina transistores bipolares de junção e MOSFETs em um mesmo substrato.
Nessa família de operacionais havia várias composições de semicondutores, com as mais diversas finalidades. Desde o CA081 (equivalente ao TL081), com entradas de alta impedância até o próprio CA3100, com baixa impedância de saída, alta capacidade de corrente e banda de 38MHz com ganho unitário.
Interessante, aguardando próximos projetos, obrigado, certamente tem bem mais qualidade que muitos vendidos no MercadoLivre, fico com uma dúvida em relação à amplificadores AB nos dias atuais, sua usabilidade ainda é viável? digo em termos de consumo, pois geralmente quem ouve potências acima dos 200w já optam por classe D, até em potências menores, vide essas caixas Xingue Lingue e afins que vendem como água no mercado e esse mesmo mercado está a cada dia mais restringindo os amplificadores à essa classe que, mesmo sendo relativamente bons (em alguns casos), ainda perdem em termos de qualidade para o AB, mas parece que o povo de hoje em dia quer é barulho mesmo (Vide qualidade das músicas atuais, salvo exceções).
Eu mesmo não consegui ainda me adaptar aos classe D, sinto um incômodo danado com os sons gerados por eles, muito grave e agudos estranhos e incômodos pra mim, ainda possuo meu velho e querido Sistema 3 em 1 gradiente s95, mesmo tentando outros sistemas mais atuais, sempre retorno pra ele.
Fiquei tentado a construir esse amplificador, mas acho que irei optar pelo “superHiend” do artigo anterior. Abraços.
De fato, Fábio, hoje, os classe D estão dominando o mercado. Não creio que você consiga perceber diferenças audíveis entre um bom classe D e um bom classe B, se não souber qual é qual. Entretanto, os amplificadores como o deste projeto, mas de menor potência, podem apresentar resultados excelentes, com baixo custo. Um exemplo é este aqui: https://revistaantenna.com.br/construa-um-amplificador-em-classe-a-para-algo-mais/ que pode ser ajustado para trabalhar em classe B. Na segunda parte do artigo eu mostro as medidas nesta classe, para comparar com ele mesmo, trabalhando em classe A. A montagem é bem simples e ele é, com certeza, bem superior a muitos dos kits ditos “Hiend” que são vendidos por aí. Por outro lado, compare com os classe B do mercado este amplificador em classe D: https://purifi-audio.com/eigentakt/ A tecnologia de audio avança, e melhora a cada dia, mas, concordo com você, o que a grande midia disponibiliza como “música”, hoje em dia, no Brasil, nem o sistema de som mais sofisticado do mundo ajuda a tornar palatável… abraço e boa sorte nos seus projetos.