
José Carlos Bratfich Junior*
Cedo ou tarde você, hobista ou profissional da eletrônica, vai se deparar com uma válvula e reparará que existem um ou dois códigos gravados no invólucro de vidro ou metal. A não ser que seja um apaixonado por esse componente como eu – que acabei decorando quase toda a codificação -, olhar para essas inscrições pode parecer decifrar uma sopa de letras. Neste artigo, vamos desmistificar esses códigos e mostrar que eles trazem informações valiosas sobre a peça que está nas suas mãos.
Porém, antes da normalização existiram válvulas com identificação que não tinham nenhuma relação com sua função ou características internas, como por exemplo a famosa 80, que é uma retificadora de onda completa (possui dois diodos).
Longe de querer esgotar o assunto, aqui nos atentamos a apresentar as características gerais e mais comuns desse mundo quase esquecido das válvulas eletrônicas.
Pois bem, primeiro temos que entender que existem dois padrões de código que acabam por se complementar. Quando temos a oportunidade de ter uma válvula com ambos gravados, é o melhor dos mundos.
Padrões de codificação
- Europeu
Nesse padrão temos a seguinte tabela:
| Primeira letra | Letras seguintes | Primeiro algarismo | Algarismos seguintes |
| Característica do filamento | Tipo de válvula ou válvulas múltiplas | Tipo de base (soquete) | Codificação do fabricante |
- Americano
Aqui a identificação da peça segue a seguinte regra:
| Primeiros algarismos | Letras | Último algarismo |
| Tensão do filamento | Codificação do fabricante | Número de ligações disponíveis |
*Eletricista, técnico em eletrônica, professor e radialista – Rota 95