Algumas dicas para reparar amplificadores/receivers analógicos

Parte II

Na parte I desta “minissérie com três episódios” a intenção foi “ajudar” o técnico, iniciante ou até mesmo veterano, a criar uma metodologia de trabalho para reparar amplificadores/receivers analógicos focando no estágio de amplificação, que costuma ser o mais suscetível a falhas.

Entretanto, com algumas adaptações, esta metodologia pode ser utilizada no reparo de outros equipamentos eletrônicos.

Você deve ter reparado que em nenhum momento do artigo anterior foi colocado um esquema, ou parte dele, e isso foi feito propositalmente.

A intenção foi fazer o leitor técnico visualizar mentalmente cada parte do esquema do equipamento que estava sendo citada.

É importante e conveniente que o técnico tenha uma visão mental em bloco do equipamento que pretende reparar.

Em muitos casos a falha é bem simples e não será necessário recorrer ao esquema e até, talvez, não o encontre com facilidade.

Vale ressaltar que, embora já existam, hoje em dia, amplificadores de áudio usando fontes chaveadas, nesta série de artigos trabalharei apenas com os que utilizam fontes lineares. Sendo assim, as possibilidades para estas fontes vão mostradas nas figuras 1 a 4,  sobre as quais farei algumas observações que lhe permitirão fazer medições e concluir se estão corretas  ou não, mesmo sem esquemas ou que estes não mostrem os valores das tensões.

As figs. 1 e 2 correspondem, ambas, a fontes de onda completa com uma única tensão de saída, utilizadas em amplificadores com capacitor de acoplamento para a saída dos alto falantes.

Fig. 1 – Fonte de onda completa com transformador com derivação central (Center Tape) no secundário

Fig. 2 – Fonte de onda completa com ponte retificadora

Perguntas que todo técnico em eletrônica tem que saber responder

1)  Suponhamos que você mediu, por exemplo, 30 VAC entre cada extremidade do secundário e o CT no circuito da fig. 1. Qual o valor da tensão DC (+VCC) que deverá ser medido sobre o capacitor de filtro C?

Observações:

a)  Considere que nenhum componente da fonte está defeituoso (em curto ou aberto).

b)  Talvez seja necessário interromper a alimentação entre +VCC e o restante do circuito, conforme já foi analisado na parte I.

Se você é técnico em eletrônica, ao olhar o valor da tensão de isolamento do capacitor de filtro, já tem uma ideia aproximada da tensão DC que deverá medir.

*Professor de Matemática e Técnico em Eletrônica

Deixe um comentário