Mas, afinal, por que devemos usar potenciômetro “logarítmico” no controle de volume?
Depois de todo este blábláblá preliminar, que espero lhe tenha sido útil, chegou a hora da verdade.
Para entender por que precisamos um potenciômetro “logarítmico”, ou melhor, exponencial, é preciso entender um pouco como funciona a percepção dos cinco sentidos humano e, no nosso caso particular, a audição.
Não irei me aprofundar nesta questão porque tornaria o artigo bastante complexo, mas o que importa aqui é saber, embora de forma bastante superficial, que o ouvido humano não tem uma resposta linear aos diversos níveis de pressão sonora que recebe.
Em outras palavras, a partir de um certo nível de pressão sonora (SPL) aumentar o “volume do som” não causará nenhum impacto significativo ao ouvinte.
Sabe-se que a percepção auditiva do ouvido humano é logarítmica, logo, se usarmos um potenciômetro de volume cuja variação da resistência seja exponencial, tornaremos linear a percepção auditiva, uma vez que a função logarítmica é o inverso da função exponencial.
No popular, se alguém puxa para cima e outro alguém puxa para baixo, com a mesma força, fica tudo no mesmo lugar.
Na fig. 5, temos uma demonstração da resposta em decibel para cada 10% da variação do cursor do potenciômetro linear e do chamado logarítmico.

Fig. 5 – Variação da posição do cursor para dois tipos de potenciômetro