
Marcelo Yared*
A indústria TOJO foi fundada em 1977 e funcionou por 21 anos; encerrou suas atividades em 1998. Fabricava produtos automotivos tais como equalizadores amplificados, boosters e toca-fitas.
Seu nome vem da fusão das primeiras sílabas de dos nome de seus fundadores: Toshio e Joaquim. Apenas por curiosidade, considerada a ascedência japonesa de um de seus sócios, não cremos que eles não soubessem o que o nome Tōjō representa para a sociedade japonesa, e é algo de triste memória.
Digressões filosóficas à parte, a empresa não tem nada a ver com o passado belicista do Japão, hoje uma sociedade extremamente desenvolvida, democrática e pacífica.
O nome “pegou” e seus bons produtos eram sinônimo de qualidade. Ainda hoje têm muitos fãs e são vendáveis, após o renascimento da cultura de preservação dos equipamentos “vintage”. Há, inclusive, uma empresa que vende seus equipamentos, hoje em dia, na Internet: https://www.radiosmooca.com.br/.
Muita gente, nova, inclusive, procura veículos das décadas passadas, do século XX, os restaura (ou não) e coloca neles o “som” que fazia sucesso na época: toca-fitas TKR, Pioneer, Motorádio, Bosch, Roadstar etc, equalizadores Tojo e “boosters” Infinity ou Cash-Box, entre outros.
Os equalizadores amplificados, como o desta análise, venderam “que nem pão-quente”; eram simples, tinham boa qualidade sonora e construção sólida. Ainda há milhares disponíveis por aí.
E, havendo demanda e disponibilidade, faz-se comércio. Este articulista fazia manutenção desses aparelhos nas décadas de 1970 e 1980, e gostava deles. Na sua timeline do Facebook, faz algum tempo, apareceu um vídeo de usuário, chamado Tojo by Dila (https://www.facebook.com/tojobydila), cujo proprietário faz restaurações de alta qualidade, não só dos Tojo, mas também de diversos outros equipamentos automotivos. O trabalho do Dila é muito bom, e seu perfeccionismo impressiona: se o cliente quiser, seu equipamento sai como se fosse novo da restauração. Dá gosto de assistir seus vídeos.
*Engenheiro Eletricista