
Como se observa na Figura 8, ao lado, a vantagem da ECH42 não era apenas nas suas dimensões menores, mas principalmente na sua característica de ganho de conversão, bem mais alto, pela sua maior transcondutância. A 6SA7 apresentava uma transcondutância (gm) de ~0,55 mA/V (550 µS), enquanto a ECH42 chegava a ~1,6 mA/V (1600 µS, heptodo).
A ECH42 representou um grande avanço técnico para a sua época, não apenas pela sua miniaturização, mas também por suas características elétricas, como as baixas capacitâncias internas, menor consumo de filamento e a melhor transcondutância de conversão. Era mais eficiente. A ECH42 tinha um ganho de conversão bem mais elevado que o de outras válvulas conversoras.
A unidade µS, significa microsiemens e é usada para expressar a transcondutância (gm) de uma válvula. Isso significa que a ECH42 era três vezes mais sensível que a 6SA7 na conversão de tensão de grade em variação da corrente de placa, tornando-a mais eficiente na amplificação e conversão do sinal. Os engenheiros da Philips fizeram um bom trabalho: a ECH42 era realmente um projeto melhorado, com características muito superiores na substituição das válvulas conversoras americanas, anteriormente aplicadas nas mesmas funções.
A tensão de filamento da ECH42 é de 6,3 V e a corrente 0,23 A. Era de consumo menor que as equivalentes americanas: na prática se verificava que com consumo de aquecimento de apenas 0,125 A (125 mA) a válvula já funcionava plenamente. O menor consumo foi possível graças ao uso de filamentos extremamente finos, com diâmetro de apenas 8 mícrons ─ muito mais finos do que os das conversoras octais como a 6SA7 ou 6K8.
Menores consumos de filamentos, como os das Rimlock representavam um avanço significativo, em termos de eficiência, com menor dissipação térmica e menor impacto no projeto de fontes de alimentação, permitindo também rádios mais compactos. Válvulas tipo ECH42 passaram a ser crème de la crème, o melhor do melhor, colaborando para o fim do domínio das conversoras octais.