Observação: o que era uma vantagem, antigamente, com o passar dos anos pode se tornar um problema. Na foto da figura 3 aparece, ao centro, um soquete novo tipo Rimlock.
Caso o soquete esteja oxidado, tenha cuidado ao inserir ou retirar a válvula. Se o anel de retenção estiver preso por causa de ferrugem, pode haver quebra do ressalto no vidro da válvula, com risco de perda do vácuo por trincamento do bulbo ─ ou seja, prejuízo.
Preventivamente, ao realizar manutenções em receptores antigos, o melhor é afrouxar ou levantar com uma chave espina, uma agulha ou outra ferramenta de ponta fina, os anéis dos soquetes suspeitos. Isso evitará danos às Rimlock sem proteção de metal na base.
Na produção, com a fusão dos elementos e da base de vidro através do processo de cimento vítreo, a temperatura era mantida a 450º C. Com isso os eletrodos não se deformavam, o catodo não era afetado, as espigas não sofriam recozimento etc. Em seguida as válvulas seguiam para a bomba de vácuo e de selagem, por chama, do tubo de rarefação na parte superior da ampola.
Explosão de circuitos. Milhares de receptores foram construídos, em todo mundo, utilizando as novas válvulas tipo Rimlock, a partir do final da década de 1940.
Eram de tamanho reduzido, robustas, consumiam menos e apresentavam excelente desempenho. Seu uso não se limitou a radiorreceptores domésticos. Foram empregadas também em amplificadores, instrumental de medições, aparelhos de TV, sistemas de comunicações aeronáuticos e marítimos, rádios automotivos, equipamentos militares e profissionais etc.
Nas revistas técnicas de eletrônica, começaram a proliferar os circuitos que adotavam a nova linha de válvulas. Foi uma época de ouro para os montadores.
No Brasil as válvulas tipo Rimlock começaram a ser adotadas nos projetos industriais e artesanais principalmente a partir do início de 1950.
Para a difusão e sucesso do novo tipo de válvulas em nosso país e até na América Latina, muito contribuiu a revista ANTENNA e o Laboratório de Aplicações Eletrônicas da Ibrape, que desenvolveu projetos e construía protótipos de equipamentos.
Até o projeto prático de um receptor de comunicações, com válvulas Rimlock, foi desenvolvido no laboratório da Ibrape e divulgado na imprensa técnica, para montagem por parte de experimentadores e radioamadores.
Muitos desses projetos se transformaram em modelos de receptores lançados pelas empresas. Os protótipos eram estudados e passavam a ser adotados nas linhas de produção da indústria eletrônica nacional que se iniciava.
Puxadas pelas fábricas de receptores, fortaleceram-se também as empresas que produziam componentes eletrônicos como bobinas, capacitores, resistores, transformadores.