Em eletrônica a tendência sempre foi a miniaturização e maior eficiência. Receptores menores exigiam montagens compactas e componentes menores. As válvulas também precisavam ser menores. Para a construção das primeiras válvulas miniaturas all glass, a dificuldadefoi a temperatura elevada, em torno de 950º C, necessária para a fusão do vidro. A temperatura excessivamente alta do processo de fusão e fechamento da ampola afetava os elementos internos, comprometendo o funcionamento e a confiabilidade da válvula. Temperaturas excessivamente elevadas no processo de produção afetavam principalmente o desempenho e a confiabilidade do catodo, por degradação do seu revestimento.
Depois de muitas pesquisas e testes de materiais, os laboratórios da Philips conseguiram, através de um processo denominado glazing, com fechamento usando cimento de vidro,desenvolver válvulas miniaturizadas cujo ponto de fusão era de 450º C. Para desenvolver as novas séries de válvulas foi necessário encontrar glazes ou cimentos de vidro, para a fusão, que tivessem o mesmo coeficiente de expansão.
A nova série de válvulas usava conexões de eletrodos curtas, resultando em baixas perdas e excelentes características de funcionamento, inclusive em frequências elevadas. A estas novas válvulas a indústria denominou de Técnica “A” Philips ou Rimlock.
Na Técnica “A” as válvulas tinham 22 mm de diâmetro. Na Técnica “B”, as válvulas tinham 32 mm e na Técnica “C” (como a EFF50) as válvulas tinham 36 mm de diâmetro. Ao contrário do que circula na internet, as técnicas A, B e C, nada tinham a ver com o “tipo de alimentação das válvulas”. Ao contrário: referem-se às dimensões do produto.

Figura 1. A linha Rimlock “Técnica A” de válvulas se destacou por suas pequenas dimensões (diâmetro na base de 22 mm), além de boas características, tanto mecânicas como elétricas, em especial a transcondutância (ganho na conversão). Tinham, igualmente, baixas capacitâncias internas e menores autoinduções, favorecendo um desempenho superior, inclusive em frequências elevadas. Com tudo isso, a nova técnica Philips de fabricação de válvulas foi decisiva para destronar e substituir, com enormes vantagens, as válvulas conversoras americanas octais. As primeiras Rimlock foram lançadas com uma cinta ou “saia” metálica de proteção na base (visível nas duas válvulas do centro). Posteriormente a proteção de metal foi abandonada e o ressalto de encaixe no soquete ficou apenas no bulbo de vidro. Atentar para a qualidade de fabricação e do acabamento, como na ECH42 (segunda da esquerda para a direita), que contava até com pinos banhados em prata, para contatos perfeitos com o soquete, essencial para bom funcionamento em circuitos que trabalham com sinais débeis.