Após mais uma vez revirarmos a coleção de Antenna, chegamos à conclusão de que com os componentes disponíveis, poderíamos montar um receptor Regenerativo, com as mesmas válvulas e a maioria dos componentes.
Agora sim!

FIG 4 – Receptor regenerativo – Antenna junho/1953
O Regenerativo, uma vez corretamente ajustado o seu controle de realimentação, era capaz de separar perfeitamente as estações com um bom volume, apesar de ser percebida em alguns momentos uma ligeira distorção no áudio, algo inerente a qualquer circuito com realimentação positiva. Mas, como dizem, “ Nem tudo são flores”…
Tal como qualquer receptor regenerativo, ao ser ajustada a realimentação, o circuito passa por um ponto crítico, em que um forte apito é emitido pelo alto-falante, ao mesmo tempo em que um sinal de RF na mesma frequência de sintonia é transmitido para os receptores da vizinhança, o que, em alguns momentos, passou a ser motivo de diversão.
Agora que éramos considerados “montadores experientes”, a imaginação andava nas alturas e decidimos que o próximo passo seria a construção de um oscilador fonográfico, com potência suficiente para alcançar nossas residências, situadas a uns 50m de distância. Algo que uma 50C5 com 150 V na placa seria capaz de fazer com facilidade…
Mas é hora de deixarmos um pouco as reminiscências de lado e retornarmos mais uma vez ao passado, para ver como andavam as coisas em relação a Antenna, no final dos anos 50.
Até lá!!!