Ao adicionarmos entradas balanceadas em um produto, de imediato aumentamos sua complexidade e, consequentemente, o seu custo. Os conectores utilizados como padrão (usualmente do tipo XLR) são bem mais caros que os utilizados nos cabos comuns e os estágios balanceados adicionam complexidade em seus circuitos.
Exemplo de amplificador com entrada balanceada, à esquerda, na foto
Para complicar as coisas, nem todos os pré-amplificadores são desenvolvidos para extrair a melhor performance de uma conexão balanceada. Na esmagadora maioria dos casos, o sinal balanceado é transformado em desbalanceado logo no primeiro estágio do produto, é processado e depois é convertido novamente na saída em balanceado.
Essa conversão afeta principalmente a relação Sinal-Ruído do sinal processado. Há alguma piora na distorção, mas o impacto maior é na relação Sinal-Ruído por razões que estão fora do escopo desse artigo.
A solução para este problema existe e é encontrada em produtos mais sofisticados das áreas profissional e home, com impacto bastante significativo no seu custo. Hoje existem produtos projetados de forma inteiramente balanceada, através da duplicação dos circuitos em cada canal, para a obtenção de um perfeito processamento do sinal.
Há grandes vantagens em se utilizar esse conceito, porém, aumentamos significativamente a complexidade e o custo do produto.
Nele, um pré-amplificador estéreo balanceado tem quatro circuitos idênticos, dois para cada canal. O mesmo vale para um amplificador totalmente balanceado. Desta forma, se evitam as diversas conversões e o sinal é processado totalmente de forma balanceada.
Hoje existem fontes de sinal como CD Players e conversores D/A onde o sinal é gerado de forma totalmente balanceada.